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Acidentes com crianças, em casa ou parquinhos, pedem prevenção constante, principalmente durante as férias

 

Uma gaveta aberta que se transforma numa escada. Uma cadeira que é o trampolim para se alcançar biscoitos ou objetos em cima do móvel. Ou o espelho que se torna uma fantasia na imaginação das crianças. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde durante dois meses, em unidades de urgência e emergência do SUS, alerta que metade das crianças atendidas (que têm até 9 anos) sofreu cortes, contusões e fraturas, principalmente na cabeça, nos braços e nas pernas. E a maioria desses acidentes aconteceu dentro de casa.
E em julho, mês das férias escolares, o cuidado deve ser redobrado. Tanto em casa, quanto em espaços abertos como os playgrounds e parquinhos. Segundo dados da ONG Criança Segura – Safe Kids Brasil, as quedas nos parquinhos são responsáveis pela morte de mais de 310 crianças (de zero a 14 anos) por ano, no Brasil. Mais de 24% das fatalidades que envolvem os pequenos estão relacionadas ao ato de brincar em um espaço tão inocente e, para especialistas, o risco de lesão é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo que tenha altura superior a 1,5 metro.

“Todo mundo sabe que não devemos deixar nenhuma criança sozinha. Mas quando o assunto é playground, aí que os pais não devem desgrudar o olhar. Mais da metade dos atendimentos feitos a crianças são decorrentes de quedas. Os números mostram que quase 50% dos casos observados são relacionados a acidentes que poderiam ter sido evitados”, comenta o ortopedista pediátrico do Hospital Orthomed Center de Uberlândia, Celso Eduardo Santos.

 

Prevenção constante

Para manter os pequenos longe dos acidentes, o médico dá dicas. “É preciso estar atento a alguns detalhes simples. Vá ao local, identifique possíveis riscos, áreas ou brinquedos perigosos, procurando fazer desta busca um hábito frequente e tendo sempre um plano preparado para possíveis emergências. É importante levar seu filho ao parquinho e mostrar os perigos. Talvez ele não entenda totalmente, mas fará o possível para se manter longe dos pontos de maior ameaça”, recomenda Celso.

Em casa, tirar os tapetes do chão, para evitar tropeços e escorregões, afastar vidros e objetos perigosos do alcance das crianças e rever a disposição dos móveis são algumas dicas do médico para se diminuir o risco de machucados mais sérios.

 

Confira algumas dicas para deixar a brincadeira de seus filhos mais segura:

- Nada de deformidades – Analise bem. Os equipamentos não podem apresentar trincas, deformação ou danos permanentes e nenhuma conexão deve afrouxar;

- Cuidado com o que pode ser tóxico - Os revestimentos das partes do playground não devem conter substâncias capazes de prejudicar a saúde, serem pintados com tintas fabricadas com base em componentes tóxicos;

- Absorção - É recomendado que superfícies absorventes de impacto sejam utilizadas para equipamentos de playground nos quais haja altura de queda livre.

- Brinquedos de madeira - As superfícies e cantos de madeira devem ter acabamento liso, livre de lascas, rebarbas ou farpas. Os mesmos não podem ter bordas afiadas e pontas agudas;

- Se ligue nas cantoneiras - Os componentes dos materiais utilizados na construção não devem ter quaisquer cantos afiados, agudos ou protuberâncias em qualquer posição que representem perigo para uma criança;

- Firmeza no pezinho - Todas as superfícies destinadas a entrar em contato com os pés das crianças devem ser horizontais e uniformes. Fique atento ao pisos, degraus, escadas, rampas, corrimãos, barras de segurança e grades de proteção.



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